Protagonistas do Futuro: Homens ou Máquinas?

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Das rodas de bar às salas de aula, das reuniões executivas às altas cúpulas do governo, muito se discute a gigantesca influência que hoje a tecnologia exerce sobre a vida do ser humano em todos os seus aspectos. Tente lembrar qual foi a última vez que você fez alguma atividade que não dependeu, em partes ou na sua totalidade, da tecnologia.

Poucos dias atrás conversando com um amigo sobre isso, fiz essa mesma pergunta. Ele, esportista e amante da natureza, foi enfático e rápido na resposta: “Um mês atrás fiquei 10 dias sem usar meu celular e longe de qualquer tecnologia, isolado fazendo um trekking nas montanhas”. Seria um belo exemplo, se não fosse pelo fato dele ter traçado toda a sua rota de caminhada usando um novíssimo e moderno aparelho de GPS, ao invés de um mapa impresso e uma bússola.

Na, hoje já distante, Revolução Industrial em meados do século XIX, o modelo produtivo do mundo da época sofreu impactos que reverberam até os dias de hoje. Mudanças e direitos foram adquiridos. O processo produtivo, agora feito com o uso de máquinas a vapor, nunca mais seria o mesmo. Imaginem por um segundo o rosto de uma criança observando tudo isso acontecer. Imaginem ver o mundo mudar na frente dos seus olhos, milhares e milhares de engrenagens movendo e criando coisas novas, sem o homem construindo cada uma delas…

Nós seríamos relegados ao papel de coadjuvantes no nosso próprio mundo. Alguns religiosos diriam que o fim dos tempos estava se aproximando, visto a mudança tão drástica que isso causava no cotiado das pessoas. Mas o nosso próprio desejo em produzir, evoluir e deixar de ser apenas criatura ou produto de uma evolução, move boa parte dessas mudanças.

A grande “disputa” entre máquinas e homens pelo protagonismo de sua evolução não é novidade. Vamos lembrar dos autômatos (o termo robô só iria surgir anos depois por volta de 1924) que no século XIX, encheram o velho mundo de máquinas representando o comportamento humano através de arruelas, parafusos, cabos, molas, etc, máquinas minuciosamente construídas. O mundo já não era o mesmo, as máquinas haviam chegado pra ficar e, o mais instigante e paradoxal, nós que as criamos.

Para quem não tinha parado e olhado esses fatos históricos, vamos focar no presente. Nós, assim como os ingleses do século XIX, temos a rara oportunidade de viver uma revolução, mais que isso, de fazer parte dela. Não será novidade nenhuma se eu disser que provavelmente estamos vivendo a maior revolução de todos os séculos. O nosso modo de vida, nosso comportamento, nossa forma de interação social, nossas relações familiares, nossa forma de consumo, nossa própria consciência está sendo afetada por tudo o que está ocorrendo e nós somos parte da mudança, participantes ou espectadores.

Há avanços em todas as áreas do conhecimento. A medicina evoluindo a passos gigantescos, a educação, a produção, a compreensão do indivíduo enquanto consumidor e enquanto ser humano. Hoje não discutimos mais se máquinas produzem mais ou melhor, mas discutimos como usá-las onde nós, humanos, não conseguimos mais atingir a mesma qualidade que elas.

Não devemos discutir quem será superior, homens ou máquinas. Devemos aprender a usufruir de tudo o que será gerado de benéfico para o mundo. Buscar o melhor da tecnologia e do homem para continuarmos evoluindo.

Revoluções mudam o mundo, transformam vidas, criam contextos antes inexistentes, afetam a “zona de conforto” da humanidade. Mas no meio disso tudo, só existe uma única constante em todas as Revoluções que o mundo viveu: O Homem.

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